Dói-me de um jeito estranho saber que estás triste, por mais que digas que não o meu pequeno coração reconhece a mágoa que carregas.
Não é uma dor que grita, é uma dor que fica. Que se instala no peito como uma chuva miudinha que não passa. Porque quando algo te fere, parece que o mundo perde um pouco da luz que eu aprendi a gostar em ti.
Queria ter o poder de voltar atrás no tempo e apagar o que te aconteceu. Queria poder recolher cada lágrima tua com as mãos e guardá-la longe de qualquer sofrimento. Mas tudo o que posso fazer é ficar. Ficar ao teu lado, mesmo quando o silêncio pesa. Ficar quando as palavras não saem. Ficar quando o teu olhar se perde em pensamentos que eu não consigo alcançar.
Se eu pudesse, transformava a minha força em escudo para ti. Se eu pudesse, dividia a tua dor ao meio só para que ela fosse mais leve.
Eu quero permanecer.
Mesmo nos dias em que o teu sorriso se esconde.
Mesmo quando a vida te pesa nos ombros.
Mesmo quando tudo o que consigo fazer é segurar a tua mão e dizer, em silêncio: eu estou aqui.
Porque gostar de ti também é querer cuidar das tuas sombras, até que a luz volte, devagarinho, a morar nos teus olhos outra vez.

Sem comentários:
Enviar um comentário
"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar"