O silêncio entre eles era quase palpável, como se cada segundo estivesse carregado de algo que crescia, quente e inevitável. Ela aproximou-se lentamente, os olhos brilhavam com um misto de desafio e desejo.
- Sabes o que fazes comigo? disse ele em voz baixa.
Ela sorriu de lado, aquele sorriso lento que parecia acender algo dentro dele. Não respondeu com palavras. Apenas deixou a mão deslizar pelo braço dele, devagar, sentindo a pele arrepiar sob o toque. O olhar dele seguiu cada movimento, cada gesto calculado, cada aproximação. Quando ela finalmente ficou diante dele, tão perto que podiam sentir a respiração um do outro, o mundo ao redor pareceu desaparecer.
Ele levantou a mão e tocou o rosto dela com cuidado, como se quisesse memorizar cada detalhe. Os dedos deslizaram até a linha do queixo, e ela fechou os olhos por um instante, deixando escapar um suspiro suave.
- Estás a brincar com fogo… murmurou ele.
- Talvez… respondeu ela, aproximando-se ainda mais.
O calor entre os dois crescia a cada segundo. Os corpos quase colados, a tensão vibrando no ar, cada respiração mais profunda que a anterior. Quando os lábios deles finalmente se encontraram, foi lento no início, um toque suave, explorando, provocando.
Mas logo a calma desapareceu. O beijo tornou-se mais intenso, mais urgente, como se ambos estivessem a segurar um desejo que já não queria esperar. As mãos dele encontraram a cintura dela, puxando-a para perto, enquanto ela se agarrava aos ombros dele.
E naquele momento, tudo o resto deixou de existir. Apenas dois corações acelerados, dois corpos próximos… e uma paixão que crescia sem pedir permissão.


